René Descartes
Filósofo e matemático francês (1596-1650) nascido na La Haye en Toirane (França). Descarte viveu numa época marcada pelas guerras religiosas entre Protestantes e Católicos na Europa. Ele viajou muito e viu que sociedades diferentes têm crenças diferentes, mesmo contraditórias. Aquilo que numa região é tido por verdadeiro, é achado como ridículo, disparatado, mentira, noutros lugares. Descarte viu que os "costumes", a história de um povo, sua tradição "cultural" influenciam a forma como as pessoas pensam, e naquilo em que acreditam.
É considerado o fundador da Filosofia moderna. Forma-se em Direito pela Universidade de Poitiers. Ele foi um contemporâneo de Galileu e Pascal e portanto trabalhou sob as mesmas influências religiosas repressoras da Inquisição. Dois anos depois, ingressa no exército do príncipe de Orange, na Holanda, onde toma contacto com as descobertas recentes da Matemática. Em 1626 ele estabeleceu-se em Paris, mas foi persuadido a mudar-se para a Holanda em 1628, país que estava, então, no auge do seu poder. Ali morou e trabalhou pelos próximos 20 anos, ocupando o seu tempo e esforço ao estudo da matemática e filosofia, na perseguição da verdade. Aos 22 anos, começa a formular a sua geometria analítica e o seu “método de raciocinar correctamente”. Rompe com a filosofia aristotélica adoptada nas academias e, em 1619, propõe uma ciência unitária e universal, lançando as bases do método científico moderno. A sua principal obra é o Discurso do Método (1637), na qual apresenta a premissa do seu método de raciocínio – “Penso, logo existo!”
–, base de toda a sua filosofia e do futuro racionalismo científico. Nessa obra expõe as quatro regras para se chegar ao conhecimento: nada é verdadeiro até ser reconhecido como tal; os problemas precisam ser analisados e resolvidos sistematicamente; as considerações devem partir do mais simples para o mais complexo; e o processo deve ser revisto do começo ao fim para que nada importante seja omitido. Escreve ainda Meditações da Filosofia Primeira (1641) e Princípios de Filosofia (1644). Em 1649, vai trabalhar como instrutor da rainha Cristina na Suécia. Morre de pneumonia no ano seguinte. As contribuições de Descartes à física foram feitas principalmente na óptica, mas ele escreveu extensamente sobre muitos outros temas, incluindo biologia, cérebro e mente. Ele não foi um experimentalista, no entanto, a filosofia de Descartes pode ser resumida pela sua famosa frase em latim: Cogito, ergo sum (penso, logo existo). Ele foi o primeiro a levantar a doutrina do dualismo corpo/mente, a propor uma sede física para a mente, e a maneira como ela se inter-relaciona com o corpo. Portanto, ele discutiu temas importantes para as neurociências, que vieram a dominar os quatro séculos seguintes, tais como a acção voluntária e involuntária, os reflexos, consciência, pensamento, emoções, e ai por diante. É considerado o fundador da Filosofia moderna.
Filósofo e matemático francês (1596-1650) nascido na La Haye en Toirane (França). Descarte viveu numa época marcada pelas guerras religiosas entre Protestantes e Católicos na Europa. Ele viajou muito e viu que sociedades diferentes têm crenças diferentes, mesmo contraditórias. Aquilo que numa região é tido por verdadeiro, é achado como ridículo, disparatado, mentira, noutros lugares. Descarte viu que os "costumes", a história de um povo, sua tradição "cultural" influenciam a forma como as pessoas pensam, e naquilo em que acreditam.
É considerado o fundador da Filosofia moderna. Forma-se em Direito pela Universidade de Poitiers. Ele foi um contemporâneo de Galileu e Pascal e portanto trabalhou sob as mesmas influências religiosas repressoras da Inquisição. Dois anos depois, ingressa no exército do príncipe de Orange, na Holanda, onde toma contacto com as descobertas recentes da Matemática. Em 1626 ele estabeleceu-se em Paris, mas foi persuadido a mudar-se para a Holanda em 1628, país que estava, então, no auge do seu poder. Ali morou e trabalhou pelos próximos 20 anos, ocupando o seu tempo e esforço ao estudo da matemática e filosofia, na perseguição da verdade. Aos 22 anos, começa a formular a sua geometria analítica e o seu “método de raciocinar correctamente”. Rompe com a filosofia aristotélica adoptada nas academias e, em 1619, propõe uma ciência unitária e universal, lançando as bases do método científico moderno. A sua principal obra é o Discurso do Método (1637), na qual apresenta a premissa do seu método de raciocínio – “Penso, logo existo!”
–, base de toda a sua filosofia e do futuro racionalismo científico. Nessa obra expõe as quatro regras para se chegar ao conhecimento: nada é verdadeiro até ser reconhecido como tal; os problemas precisam ser analisados e resolvidos sistematicamente; as considerações devem partir do mais simples para o mais complexo; e o processo deve ser revisto do começo ao fim para que nada importante seja omitido. Escreve ainda Meditações da Filosofia Primeira (1641) e Princípios de Filosofia (1644). Em 1649, vai trabalhar como instrutor da rainha Cristina na Suécia. Morre de pneumonia no ano seguinte. As contribuições de Descartes à física foram feitas principalmente na óptica, mas ele escreveu extensamente sobre muitos outros temas, incluindo biologia, cérebro e mente. Ele não foi um experimentalista, no entanto, a filosofia de Descartes pode ser resumida pela sua famosa frase em latim: Cogito, ergo sum (penso, logo existo). Ele foi o primeiro a levantar a doutrina do dualismo corpo/mente, a propor uma sede física para a mente, e a maneira como ela se inter-relaciona com o corpo. Portanto, ele discutiu temas importantes para as neurociências, que vieram a dominar os quatro séculos seguintes, tais como a acção voluntária e involuntária, os reflexos, consciência, pensamento, emoções, e ai por diante. É considerado o fundador da Filosofia moderna.
Um comentário:
A Ana Patrícia deveria ter feito uma síntese dos principais contributos de René Descartes para a ciência. O texto ficou demasiado longo.
Não faz referência às fontes de onde retirou a informação.
Postar um comentário